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Zilda Arns

“(…) Sabemos que a força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas. ‘Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos’ significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade.

Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.

Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.”
— Trechos do último discurso Zilda Arns

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Nascida em Forquilhinha (SC), Zilda Arns residia desde jovem em Curitiba (PR). Ela escolheu a medicina como missão e enveredou pelos caminhos da saúde pública. Sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba (PR), e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico diversas especializações como Saúde Pública, pela Universidade de São Paulo (USP) e Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).

Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória (PR), criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde. Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majela Agnello, Cardeal Arcebispo Primaz de Salvador, na Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina.
Em 2004, Zilda recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários.

Pelo seu trabalho na área social, Zilda Arns recebeu diversas condecorações nacionais e internacionais. No Movimento Escoteiro Zilda Arns participou ativamente, como escotista do Grupo Escoteiro Jorge Frassati, de Curitiba, onde atuou como Chefe de Lobinhos. Posteriormente, já na coordenação da Pastoral da Criança, formalizou convênios e desenvolveu várias atividades com a União dos Escoteiros do Brasil.

Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país. No dia 12 de janeiro de 2010, pouco depois de proferir uma palestra para cerca de 150 religiosos do Haiti, o país foi atingido por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas da catástrofe.

Que suas obras e sua vida sejam exemplo e esperança para todos aqueles que como ela, acreditam que o AMOR MOVE MONTANHAS e que cada um de nós pode fazer algo por um mundo melhor para todos.

SAPS

2 comentários para Zilda Arns

  • Marcelo

    Parabéns pelo seu trabalho, D. Zilda!

  • luiz carlos

    como sinto me honrado em poder usufluir do nome dessa bela senhora de coração sem tamanho,para com as crianças desamparadas e tambem as que não estavam,e ainda saber que sentiu com sigo o espirito de BP.Fundamos um grupo de Escoteiro em Campo Grande MS,com seu nome,Grupo de Escoteiro Zilda Arns com registro de n°33.Estou com o movimento desde o ano de 1979,por vezes não ativo em função do trabalho.Mas com esse grupo vou até o dia do meu encontro com Ela e BP.Sempre Alerta.

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